Skip to content

O credo do designer de jogos

Este post foi originalmente escrito em italiano por Paolo Gambardella. Foi traduzido por um agente de inteligência artificial e pode conter imprecisões.

Seth Godin publicou ontem The Builder’s Creed, uma reescrita do antigo Optimist’s Creed de Christian Larson (1911), filtrada pelas reflexões recentes de Reid Hoffman sobre o que significa construir algo numa época que vive se perguntando se ainda vale a pena. Li duas vezes, e na segunda pensei: nós, game designers, também precisamos de um. Somos builders também, só que o que construímos não existe até tomar forma na cabeça de outra pessoa.

Me veio à memória o início de The Art of Game Design, de Jesse Schell, onde ele lembra que o game designer não é uma profissão só, mas várias ao mesmo tempo (engenheiro, contador de histórias, psicólogo, matemático) mantidas juntas por uma única habilidade: saber ouvir. Ouvir o jogo que vai tomando forma nas mãos, ouvir os jogadores, ouvir o próprio instinto quando algo não encaixa — antes mesmo de conseguir provar isso num slide.

Para comigo mesmo

  1. Vou lembrar que o jogo não são as peças, o código ou o documento: é a experiência que o jogador constrói na própria cabeça, e é para ela que projeto, não para o slide.
  2. Vou confiar mais na build do que no documento: menos papo, mais prática!
  3. Vou ouvir meu instinto quando algo soa errado, mesmo antes de conseguir provar com dados.
  4. Vou continuar sendo iniciante em pelo menos uma disciplina fora dos jogos, porque as melhores ideias desse setor quase sempre vêm de quem não vem dos jogos.

Para com o trabalho

  1. Vou entregar a build, não só o documento sobre a build.
  2. Vou proteger a fantasia que deu origem ao projeto antes que uma planilha comece a corrigi-la.
  3. Vou tratar os conteúdos como meio para chegar a uma experiência, nunca como o objetivo em si.
  4. Vou manter juntos inspiração e pragmatismo: a fantasia que dá alma a um jogo, e o mercado que mantém as luzes acesas.

Para com os jogadores

  1. Jogadores são pessoas, não funil. Projeto para o que vão lembrar, não só para o quanto vão gastar.
  2. Não vou confundir um loop compulsivo com um divertido. Sei que a diferença existe mesmo quando as métricas não mostram.
  3. Vou tornar visível o trabalho por trás do jogo sempre que puder: é o único antídoto de verdade para quem acha que tudo cai do céu.

Para com a indústria

  1. Vou contratar por curiosidade, não por anos de experiência. Esse setor vive de outsiders.
  2. Vou falar em voz alta sobre os meus compromissos, em vez de deixar que uma KPI leve a culpa lá na frente.
  3. Vou continuar acreditando que uma indústria melhor é construível. Construível, um jogo honesto de cada vez.

Escrevi isso depressa, quase de brincadeira. Como a Sagrada Família, vai precisar de revisão a cada nova fase da obra.

Published inBusiness