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Como procuro usar a IA

Este post foi originalmente escrito em italiano por Paolo Gambardella. Foi traduzido por um agente de inteligência artificial e pode conter imprecisões.

Quando aparece um novo problema de design, meu primeiro instinto pode ser abrir o Claude e pedir pra ele estruturar tudo pra mim. Às vezes isso acontece por preguiça mesmo, às vezes por medo de não fazer direito.

Essa semana li dois artigos:

O primeiro, na Atlantic, diz que quando a “inteligência” se torna abundante, o que realmente faz a diferença é a volição. Não vence quem usa a IA pra trabalhar menos, vence quem a usa pra se desenvolver, pra se exigir mais enquanto a utiliza.

O segundo, de Lars Faye, diz que as ferramentas de AI coding eliminam exatamente o atrito necessário pra construir competência de verdade. O paradoxo é que você precisa de competência pra usar bem essas ferramentas, mas é justamente o uso da ferramenta que pode impedir essa competência de se formar.

O QUE IMPORTA É O COMO

Há anos escrevo à mão o primeiro rascunho de um design pillar ou de um one-pager, antes mesmo de abrir um editor. É o esforço que eu preciso, que me faz entender de verdade o que estou propondo.

Se a estrutura de um desafio é decidida por um algoritmo, viramos meros executores e perdemos a parte que deveria nos fazer crescer como designers. O Claude e outras plataformas reduzem a dificuldade do framing quase a zero, mas é justamente isso que deveria continuar sendo nosso. Identificar um problema é, por definição, um trabalho lento — é aí que o julgamento se afina.

A regra que me imponho, então, é uma só: primeiro esboço o framing sozinho, mesmo que seja tosco, mesmo que esteja errado. Depois levo pro Claude pra refiná-lo.

A IA não é só uma ferramenta, já escrevi sobre isso. O risco real é deixar de perceber quando a estamos usando pra fugir do esforço certo.

Published inGame Design