Este post foi originalmente escrito em italiano por Paolo Gambardella. Foi traduzido por um agente de inteligência artificial e pode conter imprecisões.
Se você trabalha por muito tempo na mesma empresa, sempre tem um grupo de pessoas que reclama muito. Do produto, dos prazos, dos chefes, dos outros times. O que mais me irrita é que, na maioria das vezes, não se chega a lugar nenhum. A reclamação ocupa o espaço onde poderia estar o trabalho.
Reclamar às vezes tem utilidade: existe um problema real, você fala, tenta resolver. Quando alguém desabafa, há três coisas que pode estar buscando:
- ser ouvido,
- ser consolado,
- ser ajudado.
Ouvir e consolar fazem pouco para reduzir o estresse, enquanto oferecer uma solução ou uma forma diferente de ver as coisas muda o jogo. Se uma reclamação não leva a nada, geralmente é só ruído.
O lado desconfortável de construir
Nos jogos a gente vê isso o tempo todo:
- Um boss injusto precisa ser reportado e, se possível, corrigido.
- Um boss difícil te mata, te faz entender o porquê, e em três segundos você já está tentando de novo.
A frustração saudável aponta para a maestria. A reclamação é como ficar parado na tela de game over contando pra todo mundo que passa o quanto aquele boss era horrível.
Construir também tem um lado desconfortável. Pode virar desculpa pra se sentir superior, e existem processos realmente quebrados, onde falar as coisas como são já faz parte do construir. Entre uma empresa onde as coisas podem mudar e uma onde nada muda, o primeiro caso se reconhece pela forma como as pessoas reagem quando alguém propõe algo.
Antes de falar mal
Minha regra, no fim das contas, é simples. Se vejo um problema, proponho. Se consigo, faço. Se depois de propor e fazer percebo que as coisas realmente não funcionam, vou embora. Ficar num lugar que não muda só para reclamar é a terceira opção, e é a que quero evitar. Já aconteceu, mas com a idade e os filhos fica cada vez mais difícil de encarar.
Antes de falar mal de alguma coisa: quem poderia mudar essa coisa? Se a resposta não é a pessoa que está na minha frente, essa conversa é melhor deixar pra lá.