Este post foi originalmente escrito em italiano por Paolo Gambardella. Foi traduzido por um agente de inteligência artificial e pode conter imprecisões.
Nos últimos anos, vi colegas talentosos, competentes, com anos de experiência, perderem o emprego do dia para a noite. O jogo em que estavam trabalhando não vendeu o suficiente, ou o estúdio mudou de estratégia, ou a publisher cortou o financiamento. A indústria de games é movida por hits.
Nesse contexto, o caminho “clássico” (achar um estúdio, trabalhar lá, construir uma carreira) é menos seguro do que parece. Tem riscos concretos que muitas vezes a gente não calcula, porque estamos acostumados a ver o contrato CLT como sinônimo de segurança, especialmente aqui na Europa.
Quando você trabalha para uma empresa, você tem um único cliente: essa empresa.
Se ela vai mal, você vai junto. Quando você trabalha como freelancer, tem vários clientes. Perder um é um problema, mas não é o fim do mundo. O risco fica distribuído.
Mas o freelancing não é algo que acontece sozinho. Precisa ser construído ativamente, ao longo do tempo. É necessário ter um sistema: uma forma de encontrar novos clientes, de manter os existentes, de ser encontrado por quem ainda não te conhece.
O ponto crucial é esse: os clientes certos precisam saber que você existe. Como quase sempre se assina um NDA, você não pode mostrar os jogos em que está trabalhando, não pode citar os títulos, às vezes não pode nem dizer para quem trabalhou. O portfólio, que para quase todos os profissionais criativos é a principal ferramenta de apresentação, para a gente acaba sendo inútil — ou quase.
A solução mais simples é o depoimento do cliente
Quando um projeto termina, antes de encerrar a colaboração de vez, peça ao cliente para escrever algumas linhas sobre você. Bastam três frases: o que você fez, como foi, o que ficou. O que você ganha com isso é a voz de alguém que já trabalhou com você e pode dizer, publicamente, que vale a pena.
Funciona porque reduz o risco percebido pelo novo cliente. Quem não te conhece não tem como te avaliar diretamente. Mas se vê que outra pessoa já fez essa avaliação no lugar dele — e teve uma experiência positiva — o salto de confiança fica muito menor.